Como disse o saudoso escritor maranhense
Gonçalves Dias
“Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá”, e é nessa terra
cheia de belezas naturais e únicas, revela-se a batalha e o prazer de viver
nesse lugar. A maior riqueza do povo maranhense sem dúvida é vista no
extrativismo renovável do coco babaçu, produto que tem diversas utilidades para
o povo que trabalha diretamente com ele e que mantem esse recurso natural como
forma de garantir o sustento da família e a preservação da mata dos cocais.
Curiosidade ecológica: Nossa mata
dos cocais é uma transição entre os biomas caatinga, cerrado e floresta
amazônica. A palmeira pode atingir até 20 metros de altura com folhas de até 8
metros. Uma única palmeira é capaz de produzir até 2.000 frutos por ano cada um
contendo de 3 a 6 amêndoas. O coco babaçu é completamente aproveitado, como é
rico em óleo e nutrientes é utilizado como alimento, cosmético e no artesanato.
Possibilitando uma rentabilidade econômica maior para os extrativistas.
A farinha do mesocarpo que é retirada da casca é fonte de nutrientes e dela pode ser feita muitas receitas de bolos, mingaus e pães. Além do óleo que é extraído das amêndoas e usado no preparo de muitas comidas típicas.
A variedade artesanal é vista nessas belas obras feitas do coco e da folha.
O sabão do coco babaçu é altamente higiênico podendo ser usado para banhos e tratamentos de saúde da pele.




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